terça-feira, 19 de abril de 2011

Novidades sobre a turnê de “Toque Dela”



Estive mais uma vez com Marcelo Camelo nesta terça-feira, dia 19 de abril de 2011. Ele estava em mais uma sessão de ensaios no Estúdio 500 para a turnê de seu novo CD “Toque Dela”, com a banda Hurtmold. A estreia será no SESC Pompéia (SP), nos dias 28, 29, 30 de abril e 1º de maio, com ingressos esgotados.

Ele estava muito tranquilo, feliz com o que falaram do disco e acertando os últimos detalhes nas musicas recém-lançadas. Marcelo ainda me confessou: “pô cara, que bom que você também gostou do disco. Tava preocupado com isso antes de lançar, sabia?”, disse com seu sotaque carioca característico.


Não cheguei a assistir o ensaio, mas ouvi trechos de musicas que vazavam do estúdio. Uma delas, era “Menina Bordada”, musica do primeiro CD solo, sinal que ele vai tocar canções antigas no show. Para tirar a dúvida, decidi questioná-lo sobre o assunto. A resposta: “Vamos tocar todas as musicas do disco novo e algumas antigas, um repertório mais longo”.


O resto fica para os shows!






segunda-feira, 11 de abril de 2011

Strokes: no ângulo certo


Após praticamente 5 anos de espera, os fãs da banda norte americana Strokes podem comemorar: o quarto álbum, chamado Angles, foi finalmente lançado.


O Angles é um álbum diferente de todos os outros três. Desta vez todos integrantes participaram do processo de criação das músicas, diferente do que aconteceu anteriormente, quando o vocalista Julian Casablancas compôs tudo.


Essa diferença está clara na sonoridade das dez faixas do disco – absolutamente diferente de tudo que a banda já havia mostrado ao público – talvez por isso foi um disco tão criticado. Mas quem acompanhou os trabalhos independentes de Casablancas, percebeu a grande influência que ele teve sobre o disco: as linhas eletrônicas.

O CD começa com um tapa na cara de qualquer fã xiita de Strokes, com a ótima Machu Picchu, uma mistura de reggae com batidas eletrônicas e refrão marcante.


Logo em seguida vem a musica de trabalho, que foi lançada como single um mês antes do restante do CD. Esta é a grande música do álbum: Under Cover of Darkness. A canção capta a essência da banda nova-iorquina, com riffs incríveis, bateria característica de Fab Moretti e gritos poderosos e arrastados de Casablancas no refrão. Tudo isso faz com que essa seja uma das melhores músicas lançadas neste ano.


A quarta faixa de Angles também foi divulgada antes do lançamento oficial do disco. Essa foi a primeira impressão que os fãs tiveram do “novo Strokes”, bem diferente dos jovens despenteados que cantavam hits como Last Night, 12:51 e You Only Live Once.


É um disco regular, que deve ser digerido e ouvido sem muitas expectativas, já que os Strokes foram colocados como a salvação do Rock n’ Roll, após quase uma década sem expoentes no gênero – mas vale lembrar, há uma música extremamente boa, a Under Cover of Darkness.


Ouça o single Under Cover of Darkness:

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O que achei do novo CD do Marcelo Camelo, “Toque dela”


Pronto. Ouvi o novo disco do Marcelo Camelo inteirinho, música por música.

Conversei com o Camelo há uns três meses e ele me disse que estava bem satisfeito com o que gravou. Há duas semanas, em um novo encontro, desta vez ensaiando no Estúdio 500 para a turnê que começa em São Paulo no dia 28 de abril, Marcelo exibia um sorriso incontrolável no rosto, como de quem sabia de que fez algo certo. Falei que gostei do primeiro single e ele respondeu: “Pô cara, obrigado. Muita gente gostou, isso é muito bom.”

É um CD bem mais alegre, com um fundinho da melancolia típica do Marcelo. Parece que ele tá sempre superando um obstáculo. Desta ultima vez que encontrei Marcelo, falei também com a Mallu, namorada dele, com quem tenho mais contato. Os dois estavam muito felizes e carinhosos. Dá pra ver todo esse carinho no álbum. Os meninos do Hurtmold também estavam muito tranquilos.

As melodias estão muito bem feitas, assim como em tudo que ele já fez. Metais bem colocados e a banda de apoio (Hurtmold) perfeita. São dez músicas bem gostosas, não dá pra detestar nenhuma. Aquele tipo de disco que você coloca no carro ao viajar e não passa nenhuma música. As canções, no geral, possuem ótimos riffs, que grudam na cabeça.

O single de trabalho é “Ôô”, que já tinha sido lançada no mês passado. Uma das minhas preferidas, com uma melodia muito gostosa, metais cativantes e um metalofone que passeia pela música sem cansar o ouvinte.

A quarta faixa do disco, “Acostumar” é uma musica incrível, onde Marcelo canta uma boa letra com uma voz incrível. O instrumental também é muito gostoso.

Outra música que chamou a minha atenção logo de cara é a faixa 5, chamada “Pretinha”. Tem um ritmo que não vejo há muito tempo nas musicas do Camelo (talvez desde o Ventura, terceiro álbum dos Los Hermanos, lançado em 2003).

Em "Vermelho", a oitava música do disco, Marcelo Camelo mostra como fazer uma bela canção, com seus tradicionais metais, um violão bem tocado e a banda entrando na hora certa, empolgando qualquer um.

A nona musica é “Despedida”, que já havia aparecido no DVD Ao Vivo lançado recentemente.

Os fãs de Hermanos podem não gostar muito deste disco, coisa que já aconteceu no primeiro disco solo de Marcelo, por se distanciar um pouco do que os barbudos fizeram nos quatro discos que lançaram.

Os fãs de Camelo – em sua grande maioria – devem gostar muito do disco. A melancolia-marceliana ainda está ali, mas como lembranças de algo que já passou. Um disco muito sincero e simpático, provando que Marcelo Camelo não está fazendo discos por obrigação, mas porque ainda tem muito que expressar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

I wanna be Bob Dylan

- 5 anos de idade: "Pai, Pink Floyd é uma marca de brinquedos?"
- 10 anos de idade: "Pai, que coisa chata, não quero tocar violão"
-15 anos de idade: "Pai, me da um violão? A menina que eu gosto na escola gosta de Legião Urbana!"
- 15 anos e 2 dias: "Pai, me da uma guitarra? A menina terminou comigo, estou em depressão. Vou escrever músicas tristes e usar roupa xadrez!"
- 17 anos de idade: "Pai, me arranja 50 reais pra tocar em um festival de bandas?"

- 20 anos de idade:
"Pai, vou vender minha guitarra. Acho que não nasci pra isso, prefiro ouvir Pink Floyd."


Na maioria das vezes, é assim que acontece. Não que isso tenha acontecido comigo e com mais uns 30 amigos, magina...
Mas é assim que acontece. A MTV coloca muita coisa na cabeça da molecada, né? Shows para 320 milhões de pessoas em Copacabana, camarim folheado a ouro, guitarras de 20 mil dólares, mulheres aos seus pés, cachês astronômicos e o melhor: no fim, tocar não é um trabalh
o, é divertido...

TUDO MENTIRA

Na verdade, acontece assim: show para 3 pessoas (pai, mãe e tia), o camarim é o banheiro do salão de festas do seu prédio, sua primeira guitarra vai custar 300 reais, a mulher mais próxima de te admirar é a vizinha que interfona reclamando do barulho, você paga para tocar nos lugares e o pior: no fim, tocar dá muito trabalho e sempre fica uma droga.

É bem complicado, principalmente quando se vê, 10 anos depois, naquela mesma MTV, uma bandinha com roupas coloridas, dando gritos agudos, falando de amor, musicas de 3 acordes e fazendo shows para aquelas 320 milhões (esse público era meu!). A tristeza realmente bate quando se entra na faculdade. Essa é a hora que a guitarra começa e ficar empoeirada e com teias de aranha, servindo só pra decoração da sala de casa. A desculpa é que não dá mais tempo de tocar, ou que a prioridade agora é outra.

Por fim, fica a pergunta interativa: Quem você gostaria de ser? (vale qualquer pessoa famosa!) A resposta mais criativa ganha um Guitar Hero (mentira).

Eu já respondo que queria ser o Slash vestido de Power Ranger Vermelho.


Ps: Este post não é um desabafo tampouco um relato da minha vida inteira. (NOT)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O Brasil é das mulheres. (ou seria o mundo?)


As eleições presidenciais vão chegando (2010 para os não tão informados) e os candidatos vão aparecendo. Dos cinco principais nomes cotados à vitória, três são de mulheres. Para diminuir este números, estatísticas mostram que entre os três que mais tem chances de ganhar, duas são mulheres (Dilminha e Marininha).
Isso me leva a crer que há uma mudança no andar da carruagem aqui no Brasil, ou no mundo, sei lá. Antes, as mulheres cozinhavam, passavam e lavavam, cuidavam dos filhos, cachorros, do bolo no forno, do entregador de cartas que chegava na mesma hora da chuva, que seria a hora de tirar a roupa do varal. Hoje, elas são senadoras, empresárias, motoristas, tudo que eu falei antes e ainda concorrem à presidência com reais chances de ganhar.
É por isso que desenvolveu-se na Universidade de Massachusetts a teoria da mulher ser a real criadora do mundo (mentira, eu que inventei isso).
O maior amigo do homem, depois do cão, é o seu carro. Símbolo de masculinidade e poder. Acontece que isso é uma mera criação das mulheres, caro leitor. Fato é que elas não gostam de dirigir, portanto, casam-se com homens que possuem carros que acham que são os maiorais, quando o maioral, na verdade é a mulher que anda de carona e não tem que encerar o capô no fim de semana. Imagina a Dilma encerando um capô de carro (peguei a Dilma porque a Marina Silva deve andar de bicicleta e a Heloísa Helena a pé).
Tudo leva a crer que o maior dos companheiros, maior ainda que o carro (o cão) também é uma criação do sexo frágil. Com quem o homem poderia ficar enquanto as mulheres saem para fazer compras com todos as amigas?
E o futebol? Pensando bem, acho que o futebol é mais macho que uma Ferrari com um Pitbull dentro. Sim, o futebol também é uma criação deste ser tão cruel que é a mulher.
Para pensar assim, veja que o futebol é jogado basicamente aos fins de semana, período em que não se passa novela (maior entertenimento feminino). Ao jogar a peladinha do fim de semana, a mulher além de fazer compras, pode usar como desculpa para qualquer briga que o seu marido só dá importância para o futebol com os amigos. Grau de apelação altíssimo!

Agora, querido leitor, diga-me sinceramente. Quem será que vai ganhar a eleição presidencial brasileira em 2010?
Se o José Serra ganhar, não será uma vitória da democracia coisa alguma. Ele só vai ganhar porque "É dos carecas que elas gostam mais"...

Resenha peça: Nos Campos de Piratining


É com humor e música que a Cia. Letras em Cena coloca em cartaz a peça "Nos Campos de Piratininga", contando a história do futebol paulista. A montagem, que é divida em dois atos tem o texto de Renata Pallottini e Graça Berman, conta com atores divertidíssimos, que nos fazem voltar ao tempo, passando pelo primeiro jogo de futebol realizado na capital paulista, vagando pela ditadura militar e chegando a rivalidade dos dias atuais.
O palco é simples: quem faz a cena são os personagens, com roupas bem ajustadas e desenhadas. Músicas regionais, como o samba, preenchem o tempo que passa rapidamente enquanto se assiste a peça no teatro João Caetano, na Vila Mariana.
A peça é formada por diversos blocos, e muitas vezes me deparei com a pergunta: a historia de São Paulo está sendo contada pelo futebol, ou o futebol está sendo contado pela historia da cidade? Isso trás um dinamismo maior à história, que faz com que os expectadores saiam com dor nas bochechas de tanto rir.
As musicas são acompanhadas de coreografias que preenchem bem o palco. Não se consegue nem tirar os olhos do espetáculo, tamanha interação dos personagens com o público.
"Nos campos de piratininga" é uma peça para levar a família, de quinta à domingo. O ingresso não é caro, e a pipoca na frente do teatro é muito gostosa.
O público, em sua grande parte, vai com as camisas dos seus times de coração, e é isso que atrái qualquer público. Esse grupo quebra com aquele paradigma da formalidade do teatro. O teatro é para todos, de todos os times e crenças.

Nos Campos de Piratininga - Comédia musical
De 17/09 a 01/11 - Qui, Sex, Sab e Dom
Horário: qui, às 20h30; sex, às 21h; sab, às 21h e dom, às 20h
Preço: R$20,00 e R$10,00 (meia)

Teatro João Caetano
R. Borges Lagoa - 650
Vila Clementina
Fone: 5549-1744

Texto: Renata Pallottini e Graça Berman
Direção Geral: Imara Reis
Elenco: Eduardo Silva, Graça Berman, Wilma de Souza, Décio Pinto, André Persant, Gira de Oliveira, Murilo Inforsato, Nívio Diegues, Rodrigo Dorado, Sônia Andrade e Valéria Simeão.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Atchim!

-AAAAAAAATCHIM.
-Saúde!
-Valeu
-É suína?
-Não...

-Ah, que bom né?!

Minha semana se resumiu a isso. Pegar gripe é engraçado (depois que passa, é claro). Para começar que uma semana antes de pegar a doença, você já sabe que vai ficar mal, porque sempre aparece AQUELE trabalho pra fazer com seu amigo que está mega doente, ou alguém espirra na rua ao seu lado e só vem aquele cheiro terrível de gripe (eco). Se isso acontecer, é só esperar e fazer estoque de lenços de papel e remédios. Daí se passam três dias, e você pensa: "nossa, acho que sou resistente. Parece que não peguei nada!". Essa fala é o botão de start pra gripe. Em menos de cinco horas o individuo se encontra deitado, embaixo de mil cobertas, com dor de cabeça, no escuro, vendo Lagoa Azul na sessão da tarde e tomando cházinho de hortelã que a mamãe trouxe pro bebezinho dodoi!
Ah, não posso esquecer de falar que a gripe sempre chega na pior hora. No caso, na época da gripe suína! É só pensar em espirrar que a galera já sai de perto.
Chegou uma hora que eu fiquei incrívelmente mal, ai decidi ir até o hospital, pra me assegurar de que não era nada demais (ou suíno). Chegando lá, na sala de espera, dá pra perceber bem quem tá com gripe ou está lá por outros motivos, já que se alguém tosse, todo mundo muda de lugar. Fui preencher o cadastro, e quando falei o que sentia, o atendente se afastou um pouco da bancada e começou a passar álcool gel. Depois de quase uma hora de espera, fui atendido por um médico que parecia aqueles rapazes que colhetam material radioativo sabe? Com aquelas mascaras gigantes!

- É gripe suina, doutor?
- Não. Mesmo se fosse, você ia tomar as mesmas coisas que vai tomar. Não diferenciamos mais as duas gripes.
- Pô que bom, agora o senhor me tranquilizou.
- Toma esse atestado. Sete dias de repouso!

Pô, sete dias?! Fiquei com a ligeira impressão que essa gripe tinha um pé no chiqueiro e ele não quis me dar o Tamiflu. Ele garantiu que não era, e olha que perguntei umas quatro vezes!
Quando criança, adorava que me mandassem ficar em casa de repouso. Eu odiei dessa vez! Faltas estouradas na faculdade, mil trabalhos para entregar, amigos indo para as melhores festas. É a famosa Lei de Murphy... Se está de repouso, aquele seu amigo vai te ligar falando que estão dando picolés de graça no parque do ibirapuera, ou a turma vai inteira para a praia passar o fim de semana.

Mas agora que a gripe passou, dá até pra dar risada.
Vi até "Lagoa Azul"!

domingo, 6 de setembro de 2009

Sílvio Santos vem aí.


Esses dias, conversando com um amigo, tentei traçar o perfil de um dos maiores comunicadores da história da tv brasileira: Silvio Santos.
Esse cara é um mito. Existe toda aquela história que ele era ambulante, vendia coxinha na rua. Ele já se candidatou à presidência da república, teve familiares sequestrados e corta o cabelo no Jassa. É o cara mais imitado do país, seu assistente se chama Roque e tem o cabelo acaju.
Só por estas definições, ficou claro a magnitude do homem do baú. Mas existem coisas que às vezes, passam despercebidos por nossos olhos...

Não sei se vocês queridos leitores tem a mesma impressão, mas o Silvio tem a cara de ser a pessoa mais mão de vaca do mundo. Daqueles que não abre a mão nem pra lavar o carro. O mais engraçado nisso tudo é que ele joga aviãozinho de dinheiro para a plateia em seus programas (existe coisa mais humilhante que isso?). O cara é tão grande, mas tão grande que as pessoas vão no programa dele e ele nem sabe quem é. Acontece direto. Esses cantores novos vão no qual é a musica e o Sr. Abravanel fala: "mas você é famoso? não sabia! má-oê".
Ele é tão rico que distribui prêmios em barras de ouro, que valem mais do que dinheiro. A marca dele está na camisa do corinthians e o programa dele dura um dia inteiro!
O homem até criou um prêmio, cópia do oscar diga-se de passagem, para homenagear os empregados dele: Supla, o pessoal da Praça é Nossa, Hebe Camargo...

Acho que o auge do dia dele é quando ele roda a roleta pra ver se o cliente do baú ganha ou não a casa propia, provavelmente em barras de ouro... E quando ele chama o Lombarde para dizer os números da telesena de natal? Talvez ele não seja tão mão de vaca assim, já que ele paga alguém para repetir números toda semana.
Gostando ou não dele, o cara é bom. Aturar a Hebe 100 anos não deve ser fácil... E agora tem a Maísa também, que fica tirando a peruca dele.

Espero que ele não me processe por esse post, acho que ele ia me cobrar em barras de ouro.

Eu gosto de você, Silvio.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Festas à fantasia


No último fim de semana fui à uma festa à fantasia de uma certa faculdade e assim que coloquei o pé lá percebi que conseguiria escrever para o blog contando minha experiência. Uma festa à fantasia envolve muita coisa, desde a escolha de sua roupa, aos amigos com que você vai e como vai chegar até lá.
Já que a festa é à fantasia, não basta ir com um lençol velho com furos nos olhos e dizer que é um fantasma. Tem que ir para arrasar. O problema é que muitas pessoas arrasam, mas do lado negro da força.
Ao chegar na loja de fantasias, nos deparamos com cerca de 300 modelos, de tamanhos e cores diferentes. Do gladiador ao coelho da Páscoa. Na seção feminina é a mesma coisa, mas com um diferencial: a palavra "sexy". É policial sexy, bombeira sexy, enfermeira sexy, havaiana sexy... O problema é que nem todo mundo usa o tamanho "sexy" (sim, nas lojas de fantasia "sexy" é um tamanho, e não um adjetivo). Logo que entrei na festa me deparei com uma "Mulher Maravilha" não tão maravilhosa, se é que vocês me entendem. A roupa dela era da seção sexy, mas ela... Bom, ela deveria ter ido de fantasma. Isso é uma coisa engraçada. Fantasia alugada sempre é tamanho único. Ou seja, sempre vai faltar ou sobrar algo na roupa, desfavorecendo aqueles que procuram um Super Homem ou Batman.
Estas festas também são ótimas oportunidades para os meninos fazerem coisas que não podem fazer no dia-a-dia, como por exemplo se vestir de mulher. Vi homem vestido de Meninas Super poderosas, Mônica e Magali (do gibi), noiva ou simplesmente com a roupa da mãe.
Fora isso, minhas lembranças de infância também entraram em contradição. Vi o super homem passando muito mal, por conta de bebida. Pô, ele não era indestrutível, galã, megaforte e melhor que o Eto'o? Porque ele tava passando mal ali?! O Robin é mais alto que o Batman, a Mulher Maravilha é gorda, o Michael Jackson está vivo e Fred Flinstone anda de sapatos.

Vi o Shrek beijando uma fada. Como seria o filho deles?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Do futebol ao Del Valle



Vício, palavra que vem do latim "vitium" significa falha ou defeito. Vejo o vício como algo que não podemos viver sem, resultando em uma busca intensa ao tal desejo. Ele pode ser no álcool, cigarro, café ou drogas. Pode ser também uma paixão pelo futebol, determinado tipo de música ou instrumento. Tenho amigos viciados nessas coisas que falei acima e outros que não vivem sem fotografia ou doce. Meu vício é o café, e é impressionante o quanto ele afeta minha vida. Sempre que tenho uma brecha procuro aquele cheirinho gostoso e vou atrás. Percebi que meu vício era sério quando fui ao Starbucks, empresa multinacional com a maior cadeia de cafeteiras do mundo, e os atendentes sabiam meu nome. Um cafezinho é bom depois do almoço ou então no café da manhã, mas comecei a tomar quase 500 ml de café em uma tarde. O pior mesmo é que um vício leva a outro. Eu chego a algum lugar para pedir um expresso e me deparo com aquele lindo alimento chamado pão de queijo. Putz é inevitável. Quando vejo já estou comendo. Outra coisa muito engraçada quanto aos vícios é que a pessoa que é viciada tem um amor praticamente cego pelo seu "agente viciante". Certa vez estava conversando com uma amiga simplesmente viciada em Friends e esses outros seriados fabricados nos EUA. Não me lembro muito bem o que eu falei, mas lembro que critiquei sua série preferida e ela ficou uma semana sem falar comigo. Outra coisa que deixam os viciados loucos são mudanças no paladar de seus "agentes viciantes": Nos anos 80 a Coca-cola lançou a "new coke", que era uma bebida mais doce, aproximando-se ao sabor da rival pepsi. O resultado não poderia ser pior, já que os ex fãs da coca boicotaram o novo produto, além de bombardear a caixa postal da empresa. Aqui no Brasil aconteceu algo parecido com a Coca Light, que mudou de sabor. Muitos fãs reclamaram. Mais recentemente a empresa norte americana nos pregou mais uma peça: mudou o sabor do suco Del Valle, por uma mera coincidência, meu suco preferido. Já existem comunidades no orkut reclamando e estou pensando em fazer uma passeata em prol do retorno do sabor revigorante do Del Valle, principalmente o sabor uva. Hoje, me vejo rodando pelos supermercados da cidade procurando os últimos exemplares daquele tão saboroso suco.

Meu nome é Julio Cezar Pacheco e estou há 3 horas sem tomar café.

domingo, 19 de julho de 2009

Com ajudinha de meus amigos


E hoje é o dia do amigo! Que beleza. Lá vamos nós para aquele clichezão de 'não vivemos sem eles' ou 'amigo não é aquele que separa briga, mas aquele que já chega na voadora'.
Não sei se da pra fugir muito disso porque amigo é isso ai. Ontem meu Tio, irmão do meu pai veio aqui pra São Paulo, e decidimos ir a uma churrascaria celebrar o encontro. Desde que me conheço por gente, as conversas na minha família sempre tomam o mesmo rumo: medicina. Eles trabalham com isso, e perdi as contas das vezes em que dei feliz ano novo e logo depois vi eles falando sobre o filtro tal ou a bolsa de sangue x. Nada contra, mas para os leigos acaba ficando meio chato.
Voltando a churrascaria, eles se sentaram na mesa e começaram a falar da mesma coisa de sempre, e quase no mesmo momento meu adorável irmão vira e fala: "precisamos falar de alguma coisa urgente, se não vamos ficar entediados com essa conversa". Não conseguimos mudar o assunto da conversa do meu pai e do meu tio, mas pelo menos eu falei de coisas legais. Do ultimo CD do Marcelo Camelo, da nova guitarra que queremos ou a sobremesa que estava por vir. sim, foram 3 horas de conversa sem parar nem um segundo!
Amigo é isso, aquele que chega na voadora. Neste caso, acompanhado de picanha e linguiça.
Uma parceria é muito importante para qualquer resultado. John Lennon e Paul McCartney não seriam quem são se não tivessem se juntado para formar os Beatles. PC Farias e o Collor não teriam roubado o dinheiro de nossos pais se não estivessem juntos e o 'boa noite' do Jornal Nacional não seria o mesmo sem Fátima e William.
Às vezes, encontramos a voadora naquelas duas amigas que comem com você o dia inteiro, no irmão que te acorda antes da hora todo dia, no pai que fala de medicina, na namorada que é maravilhosa ou então no cobrador do ônibus lotado que pode ser uma pessoa maravilhosa, mas nem sabemos!
Legal mesmo ia ser ir à churrascaria com todos os amigos, e falar sobre todos os assuntos do mundo!

Feliz dia do amigo ai para todos, principalmente pro John e Paul que alegram minhas tardes!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Admirável mundo novo




Essa semana fui ver o filme da Pixar "A era do gelo 3" com três amigos. Sou um fã de animação e não poderia deixar esta oportunidade passar, ainda mais que o tal filme é em 3D (daqueles que você coloca o óculos desconfortável). Pagamos pelos nossos ingressos, não compramos pipoca, escolhemos nossos lugares, pegamos os superóculus desconfortáveis e nos sentamos. Deu tempo de conversar um pouquinho, tirar foto com o óculus que era superfashion e desligar o telefone. Passou algum tempo e começaram os trailers, ainda sem a tecnologia 3D, até que (tchanananammmm - ruído de suspense antes de algo muito legal) surge a seguinte mensagem na tela: "Por favor, coloque seu óculos". Colocamos e demos gritinhos do tipo 'uhul' ou 'yeah'. Neste exato momento eu entrei em outro mundo. Deve ter sido um saco ter que assistir o filme comigo porque eu não parava de gritar "noooossa" ou "caraaaaaamba olha isso". Os trailers 3D foram incríveis. Parecia que eu estava no cenário, sério. Eu estava esperando coisas tipo moscas voando ou um herói saindo da tela, como na Disney. Não imaginava que iam criar um cenário e que eu estaria dentro dele. Tinha a impressão de que se meu celular tocasse, o mamute do filme ia me dar uma bica, ou algo que valha. O que eu fiquei mais impressionado foi a perfeição e eu fiquei pasmo mesmo. Não calei a boca até o meio do filme. Daí minha amiga, que estava do meu lado, me vira e fala: "imagina quando não precisar mais do óculus pra ver filmes em 3D". Caramba, imagina! Vai ser demais! A única coisa que realmente não vale a pena é o óculus megadesconfortável. Vou ser bem sincero. Não prestei atenção em absolutamente nada do enredo/roteiro do filme. Não dava. O 3D me hipnotisava, e tenho certeza que se colocasse Calipso para tocar ali em 3D (peço desculpa aos fãs da banda) eu ia estar curtindo na maior felicidade! Bom resumindo, sugiro que vão ao cinema, levem um casaco (frio é psicológico, e é Era do Gelo), não se esqueçam que a sessão vai estar lotada de crianças e desliguem os celulares para não levar uma bica do mamute. Vale a pena!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Roubaram a nossa infância!


Chiclete Adams, tatu-bola, guarda-chuva de chocolate, yo-yo da coca-cola, o ninja Jiraya, Furby, Push Pop, Doug, tênis que pisca, skate de dedo, geleca, smurfs, nintendo - pode ser gameboy, supernintendo ou nintendo64.
Aposto que qualquer um que entrar nesse blog e ler este post vai se lembrar da infância ao ler estes nomes. Juntávamos as moedas para comprar o tal chiclete, revirávamos os playgrounds (que se chamavam parquinhos) atrás do tatu-bola ou bebíamos 14 mil litros de coca-cola (quando a garrafa era de vidro e retornável) para conseguir o yo-yo que brilha no escuro. Falando sério, minha infância foi praticamente isso! Éramos inocentes crianças que não precisavam pensar em escola, faculdade, paqueras, times de futebol ou presidente do senado corrupto. Acho que assim sobrava mais tempo pro tatu-bola.
Estava passeando por um shopping aqui em São Paulo quando vi duas crianças, provavelmente irmãos, vestindo um tênis que pisca (aquele com a "luzinha" vermelha) e outro, tênis de rodinha. Fiquei olhando sem parar uns 2 minutos e pensei: 'poxa, na minha época o tênis do senninha só piscava, agora ele vira patins'.
Como as coisas são engraçadas né?! Acho que o próximo passo é o tênis que na verdade não é tênis, mas sim um superseiláoque.
Teve uma época que as crianças também tinham uns peões supermodernos, o Beyblade. Cara, isso era uma febre e eu não entendia a graça naquilo! Na realidade deve ter a mesma graça que comprar um yo-yo da coca, o problema é que a gente cresceu. Sério.
Querido leitor, me responda: qual foi a ultima vez que você sentou no chão de um parquinho para procurar tatu-bola ou foi na quitanda da tiazinha coreana para comprar chiclete, push pop ou skate?! Nem eu lembro!
Os fabricantes destes produtos, antes usados por nós e hoje esquecidos deveriam colocá-los a venda em baladas, estádios de futebol, shows, restaurantes... Enfim, em qualquer lugar que nós frequentamos. Garanto que teria uma boa venda. Imagina a balada rolando solta e você avista um objeto brilhante se movimentando muito rapidamente. Seria um playstation portatil? Um Iphone?! NÃO - É um MEGA YOYO DA COCA-COLA que brilha no escuro!

Caramba acho que vou investir nisso.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O rei elevado a Deus


O cara. É assim que a maioria das pessoas vão se lembrar de Michael Jackson. Um dos caras mais misteriosos na história da música, e por isso mesmo, muita coisa vai permanecer sem resposta - provavelmente para sempre. Mas não é disso que quero falar. O cara vendeu 750 milhões de discos, numero que deve chegar a 1 bilhão em pouco tempo, ganhou incríveis 12 Grammys e acumulou mais de 700 milhões de dólares em sua carreira. Mudou a musica pop: revolucionou o videoclip, a dança, a mistura de estilos musicais e os shows. Não existe nada, NADA MESMO que não tenha sofrido influência do MJ. Ele inventou a cultura pop e colocou seu nome ao lado dos Beatles e de Elvis. Vai demorar pra alguém chegar perto de tudo que ele fez. Tentava voltar aos palcos, com a força de um guerreiro, querendo provar que ainda era o rei do pop. Não duvido que ia conseguir. Os jornais, programas de TV, o rádio e a Internet só falam dele. Não poderia ser diferente. Uma pessoa que fez tudo isso deve ser lembrada por tudo que conquistou e não por seus problemas. As plásticas, doenças e supostos crimes não importam mais. Michael queria viver 150 anos. Era vegetariano e tomava vitaminas para conseguir esse feito. Mal ele sabia que viveria muito mais do que esses 150 anos. Com sua música, entrou para a história. Nossos filhos, netos e bisnetos vão saber quem foi e o que representou MJ. Acaba sendo meio complicado falar dele, parte por causa dos mistérios que rondaram sua vida, parte pela cautela por conta de ser o grande ídolo que foi, mas o que fica com certeza, como disse antes, é a música. Acho que vou me lembrar sempre a hora em que soube da morte dele.
Vai fazer falta.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O mundo e suas mil pessoas.


Já teve aquela sensação de que o mundo tem mil pessoas, e que o resto é figurante? Venho pensando nisso ha alguns anos, elaborando esta idéia com uns amigos e cheguei a conclusão de que o mundo realmente só tem mil pessoas, duas mil no máximo. A teoria se sustenta quando você sai de férias pra amazônia - acho que exagerei - e encontra o filho da prima da sua vizinha, ou aquele amigo que você estudou quando era criança. Teve uma vez que fiquei até com medo: para quem nao sabe, morei durante dez anos da minha vida na capital nacional, Brasília, e lá estudei na EAB (Escola Americana de Brasília). Até aí tudo bem... No ano de 2000, me mudei para São Paulo, a capital financeira do nosso país, e estudei em 3 escolas diferentes. Na ultima, fiz uma amiga que mais tarde entrou para a faculdade. Entrei no orkut dela e encontrei uma amigona minha que estudava comigo em Brasília, dez anos antes! INCRÍVEL!

Pois é nisso mesmo que a minha teoria se sustenta. Na verdade, dizer que o mundo tem aproximadamente 6 bilhões de pessoas (segundo minha grande amiga wikipédia) é só pra dar um climinha. Barack Obama, Osama bin Laden, e até mesmo Ronaldo fenômeno são apenas criações pra tornar nossas vidas menos chatas, ou vai dizer que vocês, queridos leitores, os conhecem?!
Fato é que a Xuxa, Obama, William Bonner, Ronaldinho Gaúcho, a Rainha da Inglaterra ou Jackie Chan existem tanto quanto Roque Santeiro, Raj ou o Eduardo Mãos de Tesoura.
Ultimamente inventaram até um tecnico de futebol falando inglês na Africa... Minha mente é muito fértil mesmo. Pelo menos eu dou risada....


E se um dia você encontrar o Barack Obama, tira uma foto e me mostra! Quem sabe ele não é um dos 1000!